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Análise – Terra-Média: Sombras da Guerra é mais e melhor de Sombras de Mordor

Análise – Terra Média: Sombras da Guerra / Middle-Earth: Shadow of War

O primeiro jogo da série, Sombras de Mordor, foi uma agradável surpresa, pois trouxe uma mistura de sistemas já conhecidos no incrível universo de Senhor dos Anéis e também apresentou ao mundo o Sistema Nemesis, destaque do jogo. Sombras da Guerra volta maior e mais ambicioso que seu antecessor e com isso, a introdução de um novo Sistema Nemesis com diversas melhorias. São mais áreas a serem exploradas, mais inimigos a serem derrotados e fortalezas a serem dominadas, deixando assim, a essência do jogo, praticamente igual a do primeiro.

Um anel para todos governar

A história de Sombras da Guerra começa logo após os eventos finais de Sombras de Mordor, mostrando Celebrimbor forjando o anel do poder. As primeiras missões mostram a fortaleza de Minas Ithil sendo dominada pela legião de Sauron e tornando-se Minas Morgul, a fortaleza de Angmar, o Rei Bruxo. A história, apesar de trazer personagens icônicos da série e alguns do primeiro jogo. Alguns personagens são extremamente rasos e não fazem com que você se importe verdadeiramente com o que está acontecendo com cada um, deixando o real destaque do jogo para os Orcs ou Uruks e seus exércitos.

São pequenas histórias divididas em diversas missões e cada uma delas te levará a ao redor das cinco regiões disponíveis. Novos personagens, como Baranor, de Gondor e Eltariel, a Lâmina de Galadriel são introduzidos como cruciais para o andamento das histórias. Esses personagens também foram anunciados como jogáveis nos DLCs planejados para Sombras da Guerra.

Mais território para Talion e Celebrimbor

Sombras da Guerra conta com cinco áreas diferentes a serem exploradas e conquistadas pela dupla de personagens. Entre essas áreas, estão as icônicas regiões de Minas Morgul e Gorgoroth, além de Seregost, Cirith Ungol e Nurnen. Nas primeiras horas, você já terá acesso a todas as áreas e as missões o farão mudar de um lugar para outro constantemente. A movimentação do jogo sofreu uma grande melhoria e agora, com uma mecânica de pulo duplo, as movimentações verticiais tornaram-se mais rápidas e fluidas do que no primeiro jogo.

Nemesis 2.0

O grande destaque para Sombras da Guerra está no sistema Nemesis, uma surpresa extremamente agradável no primeiro jogo, agora ainda mais denso e desenvolvido. A premissa básica ainda permance, você precisa dominar os Orcs para poder conquistar os territórios. Ao dominar um inimigo, você poderá enviá-lo para matar outros capitães, infiltrá-lo para auxiliar nas missões dos generais e até mesmo fazer dele seu guarda-costas, o que o permite ser invocado em momentos cruciais das batalhas. Mas todo cuidado é pouco, alguns Uruks são traicoeiros e poderão traí-lo quando você menos esperar ou até mesmo se recusarem a ser dominados, devido a sua grande força de vontade, deixando uma única opção ao Ranger: derrotá-lo.

Em cada território, você também encontrará diferentes tribos de Orcs, outra novidade em Sombras da Guerra. As tribos definem a aparência e comportamento dos Uruks. Há sete tribos disponíveis no lançamento do jogo e mais duas planejadas como DLC, para ser lançadas ainda neste ano. Veja abaixo a tribo mais legal de todas!

Após construir seu exército, você poderá tentar as missões de cerco, que consistem em um grande assalto à fortaleza de cada região. Ao ganhar mais níveis de Talion, você desbloqueará mais opções para incrementar seu exército, com mais capitães Orcs e pequenas melhorias disponíveis com cada capitão. Mas cuidado, se você derrotar muitos orcs na fortaleza, o assalto torna-se fácil demais e acaba perdendo um pouco o sentido (e se você gostar de um desafio, pode tentar derrotar a fortaleza sozinho), sendo assim, há um balanço ideal entre o número de capitães que podem ser capturados para as missões serem interessantes o suficiente.

Ao final da história, disputas territoriais são liberadas e as fortalezas previamente dominadas sofrerão ataques constantes, dando uma longevidade e continuidade ao jogo, mas isso pode acabar cansando rapidamente, uma vez que você conhecer todas as tribos. O jogo também traz uma pequena extensão online, onde você poderá atacar as fortalezas de outros jogadores.

Micro-transações dispensáveis

O jogo conta com dois sistemas de Loot Boxes e adivinhe? Um deles você adiquire facilmente no jogo e o outro pode ser comprado separadamente. As caixas douradas trazem ítens e Orcs melhores, mas são totalmente dispensáveis. Eu passei 95% do jogo sem sequer comprar uma simples caixa preateada. Todos os ítens podem ser obtidos matando ou recrutando os Uruks. Também há ítens que aumentam exponencialmente a experiência ganha, acelerando a progressão do jogo, mas isso também é dispensável.

Conclusão

Sombras da Guerra é mais e melhor do primeiro jogo, com o sistema Nemesis muito mais desenvolvido, há inumeras possibilidades para cada jogador. Com certeza você passará a maior parte do tempo apreciando os lugares icônicos da terra média e desenvolvendo seu exército. As histórias se entrelaçam com toda a mitologia de Tolkein e apesar de algumas licenças poéticas, o jogo ainda mostra-se como uma homenagem a qualquer fã da Terra Média. As micro-transações são totalmente dispensáveis e não afetarão a experiência no geral, se você ignorá-las. Sendo assim, se você gostou do primeiro jogo, com certeza irá adorar Sombras da Guerra, mas em um ano tão forte como é 2017, ele passa longe de ser o jogo do ano.

Análise – Terra-Média: Sombras da Guerra é mais e melhor de Sombras de MordorSistema Nemesis 2.0 traz inúmeras possibilidades ao jogadorVisuais da Terra-Média estão incríveisHistória pouco relevante9Valor TotalVotação do Leitor 0 Votos0.0