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Análise: .hack//G.U. Last Recode traz a conclusão de uma das melhores séries do PlayStation 2

Lançado originalmente em 2006 para PlayStation 2 e desenvolvida pela CyberConnect2, a franquia .hack//G.U. Até então, a série consistia de três jogos: .hack//G.U. Vol. 1//Rebirth, .hack//G.U. Vol. 2//Reminisce e .hack//G.U. Vol. 3//Redemption.

A série vem sido aclamada como uma das principais franquias de JRPG lançadas na era do PlayStation 2 e a CyberConnect2 anunciou que as vendas dos jogos .hack excederam os 2.8 milhões. .hack//G.U. Last Recode chega para mostrar para essa geração o motivo de tantos jogadores terem um espaço guardado em seus corações para essa linda franquia.

Antes de Sword Art Online, havia .hack

.hack//G.U. Last Recode começa com o Vol. 1 Rebirth. Nele nós somos introduzidos a Haseo, jovem protagonista da série que joga um jogo de realidade virtual chamado de The World (não, não é uma referência a Jojo, eu acho).

Logo de cara, Haseo aprende a não ser ingênuo e confiar em qualquer um em um jogo online, após ser traído por dois “amigos” que decidem apresentar o jogo para o novato e decidem mata-lo para pegar o loot que ele ganha do boss. Mas é graças a esse evento que Haseo acaba conhecendo Ovan, um personagem importantíssimo para a história.

Um tempo depois, Haseo se torna um jogar lendário apelidado de “Terror of Death”, um temido PKK, jogador que está lá para matar outros PKs. Mas o seu objetivo não é apenas enfrentar qualquer PK que aparece, e sim Tri-Edge, um jogador que conseguiu colocar em coma na vida real uma das amigas de Haseo.

Quando Haseo finalmente encontra e confronta Tri-Edge, ele se depara com um oponente muito superior ao que ele esperava, que não só o derrota, mas que também faz com que Haseo perca todos suas habilidades e níveis, fazendo com que ele tenha que recomeçar sua jornada em “The World”.

.hack G.U. usa muito as cutscenes para contar sua história, então será algo normal largar seu controle e ficar olhando a tela por alguns bons minutos antes de voltar para a ação, o que é até normal. Mas em muitos momentos acaba se tornando algo massante.

Gameplay

A principal novidade que .hack//G.U. Last Recode traz para a franquia não chega nem a ser o gráfico melhorado ou algumas mudanças no gameplay do jogo, mas sim Vol. 4 Reconnect, a tão necessária conclusão da franquia .hack que quase ninguém imaginava que cairia tão bem.

.hack//G.U. Last Recode traz diversas melhorias em relação aos jogos anteriores, não só graficamente, mas nos comandos e em algumas mudanças em gameplay, como um aumento na velocidade de movimento do personagem, fazendo com que o simples andar pela cidade não seja mais um fardo.

É complicado comentar sobre todos os aspectos de gameplay do combate de quatro jogos diferentes, mas posso afirmar que o primeiro jogo da série já conta com um gameplay instintivo e simples, e conforme o jogo foi evoluindo em suas sequências, o combate também vai evoluindo.

Como todo RPG que se preze, há níveis, habilidade e equipamentos para você gerenciar, não só seu, como também há a possibilidade de trocar equipamentos com membros da sua party, assim como presentea-los com equipamentos que não seja pra classe de Haseo. Só não vale tentar trocar um equipamento raro do seu amiguinho por uma poção, né?

Haseo pode explorar as dungeons do mundo de The World com até dois amigos, entretanto, nem sempre eles estão online ou disponíveis para se juntar à sua party, fazendo com que seja o ideal você sempre ajudar todos os seus amigos in-game com novos equipamentos para fortalece-los. Apesar da I.A. do jogo fazer um excelente trabalho em gerenciar todos os personagens.

Aspectos Técnicos

Por se tratar de uma remasterização total dos três títulos .hack G.U., Last Recode conta com um detalhamento jamais visto até então na série. Olhando rápido pode até não parecer que realmente houve um cuidado com toda a remasterização dos jogos, afinal, ele ainda tem a essência de um jogo de PlayStation 2, mas se você comprar com o gráfico original irá notar.

Como em todo bom jogo oriental, um dos destaques de toda a série .hack G.U. é a trilha sonora, que foi composta por Chikayo Fukuda. Não há muito o que falar sobre a música, só sentir. Um exemplo a música de Hulle Granz Cathedral que você pode conferir aqui.

E bom, se você me conhece, toda santa análise de jogos orientais que eu faço aqui para o Jogazera eu comento sobre a falta da dublagem original que existe em alguns títulos e, infelizmente, .hack//G.U. Last Recode sofre desse problema. A dublagem americana não atrapalha a experiência com o jogo, mas seria bom ter a opção de escolher entre as duas línguas.

Conclusão

.hack//G.U. Last Recode mostra que a série .hack//G.U. envelheceu tão bem quanto nós esperávamos. Com uma trilha sonora atemporal, história tocante e um gameplay interessante, é difícil largar o controle assim que você começa a jogar (a não ser que comece uma custscene, ai você meio que solta o controle por alguns minutos).

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