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Serviço de proteção a crianças do YouTube apresenta falhas

Falha no sistema de denúncia da rede permite posts de teor sexual

Falha no sistema de denúncia da rede permite posts de teor sexual
Reprodução

Moderadores voluntários do YouTube apontam que o serviço está falhando nas práticas contra pedofilia. De acordo com uma reportagem da BBC, o sistema que denuncia comentários de teor sexual deixados em vídeos com menores na plataforma não funcionou corretamente durante mais de um ano.

As fontes ouvidas pela emissora britânica apontam que há potencialmente mais de 100 mil contas de predadores que deixam comentários indecentes nos vídeos postados com crianças na rede. São citados comentários de adultos tentando obter informações pessoais das crianças ou pedindo para que elas tirem suas roupas. A falha permitiu que esse tipo de postagem fosse mantida no site. A BBC reportou 28 contas, mas apenas 5 foram removidas após duas semanas.

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A plataforma de vídeos do Google se defende dizendo que leva a segurança das crianças extremamente a sério e que tem times especializados para analizar os comentários. No começo de novembro, o Google já havia anunciado medidas para proteger crianças no YouTube Kids. A versão voltada para o publico infantil do aplicativo sofreu diversas críticas e denúncias da mídia especializada por conta da presença de vídeos com conteúdo assustador, violência ou temática estranha a essa faixa etária.

Em resposta ao contato do R7, o Google Brasil informa que há uma postagem (ainda em inglês) no blog do YouTube sobre suas políticas e uma central de segurança com conteúdo para as famílias.

A companhia ainda enviou o seguinte posicionamento:

“Conteúdos que colocam as crianças em perigo são abomináveis e inaceitáveis para nós. Temos políticas claras contra vídeos e comentários no YouTube que sexualizem ou explorem crianças, e nós as reforçamos de maneira agressiva quando alertados sobre esse tipo de conteúdo. Recentemente, aprofundamos nossa abordagem em vídeos e comentários com crianças que podem não ser ilegais, mas causam preocupação. Também trabalhamos em estreita colaboração com a Internet Watch Foundation, NCMEC e outras instituições para impedir que as imagens de abuso sexual infantil sejam enviadas e que haja denúncia para a aplicação da lei. Estamos empenhados em fazer isso da maneira correta e reconhecemos que precisamos fazer mais, tanto por meio de machine learning quanto pelo aumento de recursos humanos e técnicos".

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