Saúde

Bebês têm clavículas quebradas no parto em hospital de Osasco (SP)

Hospital de Osasco teve dois casos de quebra de clavícula em 20 dias Hospital de Osasco teve dois casos de quebra de clavícula em 20 dias Divulgação

Dois bebês tiveram suas clavículas quebradas durante o parto no Hospital e Maternidade Amador Aguiar, em Osasco, região Metropolitana de São Paulo. Os casos ocorreram em um intervalo de 20 dias.
Em um dos casos, Cinthia Menique, de 28 anos, estava grávida de nove meses e estava com cesárea marcada para o dia 19 de outubro. Na data, a médica obstetra avaliou que ainda não era o momento certo para o parto e dispensou a gestante. No dia 25, Cintia voltou à maternidade e os médicos optaram pelo parto normal. Então, o bebê nasceu com a clavícula quebrada.
Segundo a família, a maternidade não possui raio-X e a lesão no ombro foi constatada por outro médico, após a troca de plantão.
A outra mãe que denunciou o mesmo acidente com o filho foi Ingrid Graciel Vieira dos Santos, de 22 anos. Ela também passou por uma cesárea no dia 5 de outubro.
De acordo com a família da gestante, na ocasião não havia médicos, e o parto foi realizado por enfermeiras. Ingrid estava com 41 semanas de gestação e o bebê nasceu com 4 kg e 120 gramas. Na hora de retirar a criança houve a quebra da clavícula. A confirmação do diagnóstico se deu por outro médico após a criança porque a criança não parava de chorar.

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A mãe teve alta da maternidade no dia 7 de outubro e recebeu um encaminhamento para levar o bebê na Policlínica Norte de Osasco, que só tem consulta a partir de 11 de dezembro.
Inconformada com o prazo, a família foi até o hospital Celso Giglio e os médicos constataram que o bebê sofreu paralisia braquial obstétrica — quando há lesão das fibras nervosas que envolvem a parte superior do braço e a região cervical.
Porém, a família afirmou que não conseguiu tratamento no hospital e foi orientada a procurar a Policlínica Norte de Osasco, que só tem data de consulta em dezembro.
Os pais disseram que temem que a menina fique com os movimentos do braço direito comprometidos, já que o bebê não consegue levantá-lo. Ela precisa realizar fisioterapia urgentemente para recuperar a função motora.

Outro lado
O R7 procurou a Secretaria de Saúde de Osasco e, por meio de nota, José Domingos Silvestrini, diretor-clínico do Hospital e Maternidade Municipal Amador Aguiar, informou que “a fratura de clavícula é um acidente imprevisível, que ocorre entre 0,5% e 3,5% dos partos. O nome correto é ´distócia de ombros´. Não há como prever se irá ocorrer, independentemente do peso fetal. A equipe obstétrica lamenta qualquer ocorrência com os recém-nascidos, porém foge à possibilidade de qualquer hospital se isentar de problemas. Na absoluta maioria dos casos, a fratura de clavícula é isenta de sequelas”.
Ainda conforme a nota oficial, os casos em tela foram avaliados pela equipe de neonatologia e encaminhados para o seguimento da ortopedia infantil da Policlínica Norte de Osasco. “Quanto à alegação de que não havia médico para atender, essa informação não procede. É necessário lembrar que por norma do Ministério da Saúde, a enfermeira obstetra pode assistir ao parto normal, e o médico é chamado quando é detectado algum problema".

*Colaborou Dinalva Fernandes, do R7