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Como aproveitar as promoções sem cair em armadilhas na Black Friday

Black Friday (Foto: Leon Neal/Getty Images)(Foto: Leon Neal/Getty Images)

Data importante para o varejo, momento tão aguardado pelos consumidores, a Black Friday chegou. Nesta sexta-feira (24/11), lojas em todo o país entram em clima de promoção e promovem um dia dedicado a derrubar preços. Há ainda lojas que estendem as oportunidades de compra pela próxima semana. Levantamento da Serasa mostra que três em cada dez brasileiros pretendem comprar na data.

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A expectativa do varejo é que a leve melhora no cenário econômico e a queda da inflação motivem o consumidor a comprar mais neste ano. A expectativa da Ebit, empresa de dados sobre o varejo eletrônico, é que o faturamento atinja R$ 2,185 bilhões, uma alta de 15% na comparação com 2016. Eletrônicos devem ser os itens mais vendidos, com 34% de intenção de compra, seguidos de eletrodomésticos (27%), informática (24%) e telefonia (23%). 41% dos consumidores entrevistados disseram que irão aproveitar a data para antecipar as compras de Natal.

Apesar do apelo da data, é preciso tomar cuidado com a euforia, para não cair em fraudes ou em uma "promoção falsa". Afinal, ninguém quer perder dinheiro quando o objetivo é justamente economizar. Época NEGÓCIOS reuniu dicas e ferramentas para você não cair em armadilhas:

1. Certifique-se de que o endereço do site é seguro
A Serasa Experian recomenda verificar se a página da loja tem um certificado de segurança antes de inserir seus dados ou efetuar uma compra. Os endereços protegidos começam com "https". Em alguns navegadores, ele aparece em verde, inclusive. Além disso, segundo recomenda Pedro Guasti, CEO da Ebit, é preciso checar se o site, mesmo tendo nome conhecido, não está clonado. O domínio precisa conter o nome da loja, algo como: www.nomedaloja.com.br. Tome cuidado também ao se conectar: evite fazer transações financeiras utilizando redes públicas de internet, como o wi-fi da cafeteria. E, antes de sair do site da loja, não esqueça de se deslogar.

2. Cadastre-se nos sites das lojas, mas use o e-mail com cuidado
Tem uma marca favorita? É provável que ela vá enviar promoções para os clientes. Vá ao site dela e se cadastre para receber os avisos de descontos. Mas fique de olho nas mensagens que chegam. A caixa de entrada costuma ficar repleta de promoções na Black Friday. Lojas de verdade não costumam pedir informações pessoais nas mensagens. Se achar o conteúdo suspeito, não clique nem informe seus dados. Além disso, a recomendação da Ebit é não cadastrar senhas comuns, usando nomes ou datas de aniversário, e nem utilizar a mesma senha em todos os cadastros. Se uma delas vazar, um criminoso terá mais facilidade de utilizá-la em seu nome.

3. Mantenha-se longe de sites não recomendados
Em sua página, o Procon disponibiliza uma lista das sites não recomendados para compras na internet. São mais de 500 lojas listadas lá. Vale fugir de lojas sobre as quais muitos consumidores já fizeram reclamações. O Ebit também possui um "selo" que avalia a reputação de lojas online, mostrando quais são as mais "confiáveis".

4. Fique de olho no Reclame Aqui
Velha amiga dos consumidores, a ferramenta permite reclamar de compras ou serviços. As empresas podem responder com seu posicionamento oficial. Mesmo que você não tenha uma reclamação a fazer, vale dar uma olhada sobre o que estão falando da loja onde você quer fazer a sua compra.

5. Compare e pesquise os históricos de preço
Há muitas lojas que oferecem descontos aparentes e falsos, aumentando o preço semanas antes para oferecer o desconto na Black Friday. Para não cair nesta cilada, o consumidor deve procurar saber qual é a referência de preço daquele produto. Há buscadores, como o Buscapé, que oferecem um histórico do preço nos últimos doze meses. Neste ano de 2017, o Reclame Aqui fechou parceria com a Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) para monitorar nas 24 horas desta sexta-feira prováveis "maquiagens" de preço.

6. Desconfie de ofertas sensacionais
Não existe milagre. Pedro Guasti, do Ebit, afirma que o consumidor deve, sim, desconfiar de produtos com promoções extremamente vantajosas. Quer um exemplo? "Desconfie de smartphones recém-lançados pela metade do preço e de computadores ou televisores com 70% de desconto. Pode ser um sinal de que o site é falso, está vendendo produto usado ou roubado". Segundo Guasti, os produtos com maior desconto normalmente serão aqueles que já estão no catálogo da loja há algum tempo. Dificilmente, você vai encontrar um iPhone 8 em oferta. É mais fácil obter descontos maiores em roupas, sapatos e acessórios. Além disso, de acordo com Guasti, dificilmente uma loja oferecerá um desconto grande, com frete grátis e parcelamento em várias vezes. É um combo que não vale a pena para a empresa que está vendendo o produto.

7. Prefira cartão de crédito ou PayPal ao invés de boleto
Muitos especialistas defendem que o cartão de crédito ou plataformas de meio de pagamento, como PayPal e PagSeguro, são as mais seguras para efetuar compras na internet. O cliente sempre estará protegido, já que pode solicitar o estorno. No caso do PayPal, por exemplo, ele tem até 14 dias para reclamar, se tiver algum problema. Já para quem usa o cartão há a proteção de poder entrar em contato com seu emissor. O mesmo não se aplica aos boletos: uma vez pago, os bancos se eximem de qualquer responsabilidade.

8. Anote o número da compra
Servirá como resguardo para qualquer eventual problema. Mais tarde, também é preciso checar se o produto veio com a nota fiscal, para evitar uma dor de cabeça no futuro.

9. O preço do mesmo produto na mesma loja pode variar, sim
O preço pode mudar dependendo de qual canal o consumidor usar para fazer a compra. Ele pode ser menor, por exemplo, se vier de um anúncio em um buscador de compras. Promoções que chegam por email também costumam oferecer descontos diferenciados daqueles do site da loja, segundo Guasti. O importante é ver o preço final e realizar uma pesquisa para avaliar se a loja deu, de fato, um desconto.

10. Atenção ao prazo de entrega
Como muitas pessoas pretendem antecipar as compras de Natal, é necessário ficar atento ao prazo oferecido pelas lojas antes de fazer a compra. E, assim, evitar estresse futuro. A avaliação da Ebit é que a maioria das lojas conseguirá realizar a entrega até o dia 25 de dezembro. Dificuldades podem surgir para consumidores que moram em locais distantes das capitais e dos grandes centros de distribuição do país. Neste caso, vale redobrar a atenção.

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