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Advogado de Marin questiona Fifa por não punir Del Nero

Marin x Del Nero: ex-companheiros travam verdadeira batalha no Caso Fifa Veja a galeria completa Marin x Del Nero: ex-companheiros travam verdadeira batalha no Caso Fifa Ricardo Stuckert/Divulgação/CBF – 10.9.2013

Citado repetidamente por testemunhas em Nova York durante o julgamento dos cartolas acusados de corrupção no Caso Fifa, o nome de Marco Polo Del Nero, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), voltou à pauta nesta semana na Corte do Brooklyn.

Del Nero foi lembrado pela juíza Pamela Chen ao sugerir que "talvez tenha mais amigos na cúpula Fifa" do que José Maria Marin, pelo fato de não ter sido afastado ou punido pela entidade que rege o futebol.

A declaração da magistrada se deu quando um dos advogados de Marin, Jim Mitchell, seguindo a estratégia adotada desde o início do julgamento, alegou que era Marco Polo Del Nero, então vice-presidente da CBF, e não Marin, quem tomava as decisões na entidade no período sob suspeita. Mitchell ressaltou que Del Nero é acusado pelos mesmos crimes que Marin e que a CBF deveria ser punida pela Fifa por conta disso.

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No entanto, Pamela Chen interveio alegando que uma eventual punição da entidade não caberia à Corte dos Estados Unidos e que se Del Nero ainda não foi afastado do cargo, o que de fato não ocorreu, é uma questão que cabe à Fifa. "Talvez ele tenha mais amigos na cúpula" do que Marin, disse a juíza.

Oficialmente, a Fifa aguarda o fim do julgamento para tomar decisões sobre o caso. Para a entidade máxima do futebol, apenas com uma decisão de condenação é que ela tomaria a medida de afastar o brasileiro do futebol. Sem sair do Brasil, porém, Marco Polo Del Nero evita um julgamento nos EUA e pode nunca ser julgado.

Na semana passada, Eládio Rodríguez, uma das testemunhas, afirmou ter pago 4,8 milhões de dólares (cerca de R$ 15 milhões) em propinas para Del Nero e Marin. Alejandro Burzaco, outro delator do Fifagate, também disse ter subornado os brasileiros. Ambos negam todas as acusações e envolvimento em atos ilícitos. Eles são acusados pelos mesmos sete crimes — três por fraude, três por lavagem de dinheiro e um por integrar organização criminosa.

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