Brasil

Sul do Amazonas registra novo ataque ao Instituto Chico Mendes

Operação visa combater garimpo ilegal no Rio Madeira Operação visa combater garimpo ilegal no Rio Madeira Wikimedia Commons

Um barco do ICMBio (Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade) atracado em Humaitá, no sul do Amazonas, foi incendiado neste sábado (28), no segundo ataque em dois dias contra órgãos ambientais do governo federal.

Na sexta-feira (27), no final da tarde, as sedes e carros do instituto e do Ibama foram incendiadas em retaliação à operação Ouro Fino, que combatia ao longo da semana o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira.

O secretário de Segurança do Amazonas, Bosco Saraiva, em entrevista para jornais locais, questionou a ação do Ibama e sugeriu que o ataque da população foi uma reação a isso.

— Membros do Ibama teriam ateado fogo – portanto, extrapolado aquilo que era uma fiscalização – em balsas. Balsas inclusive que teriam residência sobre elas e teria afetado muitas famílias.

Diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Luciano Evaristo, justificou a ação. Segundo ele, "O objetivo era apreender as balsas que estavam na Floresta Nacional de Humaitá, uma unidade de conservação, onde o garimpo é ilegal. Eram 39. Oito não conseguimos puxar, por problema no rebocador, e optamos por destruí-las. Mas estávamos levando 31, quando garimpeiros atacaram o rebocador, ameaçaram a tripulação. Ficamos com as balsas na nossa mão, à deriva dentro de área protegida, podendo contaminar o rio. Por isso a decisão foi fazer uma destruição cautelar".